A CPFL Transmissão Sul II demandou a avaliação do impacto acústico associado ao procedimento de carregamento de óleo em autotransformadores na Subestação Porto Alegre 1.

O estudo teve como objetivo verificar, ainda em fase operacional planejada, se os níveis de ruído gerados atenderiam aos limites estabelecidos pelo Decreto nº 8185 de Porto Alegre e pela NBR 10151, garantindo a não geração de incômodo à vizinhança.

Mapa de ruído da subestação elétrica da empresa Engie após a realização do projeto acústico Mapa de propagação sonora da subestação da empresa Engie em Porto Alegre antes do projeto acústico
Mapa de ruído da subestação elétrica da empresa Engie após a realização do projeto acústico

Problema

O processo de carregamento de óleo envolve a operação de equipamentos auxiliares, como geradores e sistemas de bombeamento, que podem gerar emissões sonoras relevantes.

A análise inicial indicava:

• Possível impacto acústico em áreas residenciais próximas
• Risco de ultrapassar limites normativos no período noturno
• Necessidade de avaliação detalhada para liberação da operação

Além disso, havia a preocupação com a presença de componentes tonais, que possuem critérios mais restritivos na legislação municipal.

Diagnóstico

O estudo foi conduzido com base em medições de campo e modelagem computacional, incluindo:

  • Medição de ruído de fundo (RF) em pontos limítrofes
  • Utilização de sonômetro Classe 1 conforme ABNT
  • Identificação de tráfego veicular como principal fonte de ruído residual
  • Modelagem acústica conforme ISO 9613

As medições indicaram níveis de ruído de fundo próximos de 50 dB(A) em alguns pontos, evidenciando um cenário sensível à introdução de novas fontes sonoras.

Foi desenvolvido modelo computacional considerando:
• Gerador (até 85 dB de potência sonora)
• Caminhão oficina com bomba de vácuo (~61 dB(A) a 1 m)
• Avaliação em múltiplas alturas: 1,5 m, 5 m e 15 m

Solução

A abordagem adotada foi baseada em predição acústica detalhada, permitindo avaliar o impacto antes da execução da atividade:

  • Modelagem tridimensional do cenário operacional
    • Simulação da propagação sonora em diferentes alturas
    • Avaliação do impacto em fachadas de edificações vizinhas
    • Análise conforme critérios de som contínuo e tonal

O posicionamento estratégico dos equipamentos foi considerado para minimizar a propagação sonora, incluindo o deslocamento do gerador próximo a barreiras físicas existentes.

Resultados

Os resultados das simulações indicaram:

  • Níveis de pressão sonora provenientes da operação até 20 dB abaixo do ruído de fundo nas áreas residenciais mais críticas
  • Níveis estimados de aproximadamente 40 dB(A) nas fachadas mais expostas
  • Não ultrapassagem do limite de +5 dB em relação ao ruído de fundo (critério do Decreto 8185)
    • Atendimento aos critérios de som tonal em todas as bandas analisadas

Além disso, verificou-se que o impacto acústico da operação é inferior ao ruído já existente na região em praticamente todos os cenários simulados.

Modelo de propagação sonora de subestação de energia da empresa Engie Porto Alegre

Conclusão

O estudo demonstrou que o procedimento de carregamento de óleo na Subestação Porto Alegre 1 é acusticamente viável, não gerando incômodo significativo à vizinhança.

A análise integrada, considerando critérios de som contínuo e tonal, comprovou que os níveis de ruído permanecem dentro dos limites estabelecidos pelo Decreto nº 8185 e pela NBR 10151.

O projeto evidencia a importância da modelagem acústica preditiva em ambientes urbanos, permitindo validar operações industriais críticas sem necessidade de intervenções corretivas posteriores.

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