A igreja Congregação Cristã no Brasil, em Sorocaba/SP, apresentava problemas significativos de qualidade sonora, associados principalmente à reverberação excessiva do ambiente.
Foi desenvolvido um projeto de condicionamento acústico, com base em medições em campo e predição do desempenho após tratamento.

Problema
O ambiente apresentava características altamente desfavoráveis para comunicação verbal, devido ao grande volume interno, baixa absorção sonora e geometria do forro.
As medições indicaram tempos de reverberação extremamente elevados, da ordem de 7 segundos na faixa de 500 Hz, valor muito acima do recomendado para igrejas.
Essa condição resultava em baixa inteligibilidade da fala, com valores próximos de 30%, classificados como insuficientes para compreensão adequada.
Diagnóstico
Foram realizadas 16 medições acústicas distribuídas entre nave e galeria, utilizando analisador Brüel & Kjær 2270.
Os resultados confirmaram:
- Tempo de reverberação elevado em toda a faixa de frequência
- Forte predominância do campo reverberante
- Baixa inteligibilidade da fala
A análise indicou que o ambiente estava muito distante do valor recomendado pela NBR 12179, que estabelece TR ≤ 1,64 s para 500 Hz nas condições de ocupação consideradas.
Solução
Foi desenvolvido projeto de tratamento acústico, contemplando a inserção de materiais absorventes no forro e em regiões estratégicas das paredes, mantendo a arquitetura original do templo.
Adicionalmente, foi proposta solução específica para controle de baixas frequências, com a instalação de difusores cilíndricos na região abaixo da galeria, visando atuar na faixa de 125 Hz a 200 Hz.
Resultados
As simulações indicaram redução significativa do tempo de reverberação, com valores próximos ou inferiores ao ideal em praticamente toda a faixa de frequência.
A inteligibilidade da fala apresentou melhora expressiva, passando de valores próximos de 30% para aproximadamente 60%, classificando o ambiente como adequado para comunicação verbal.

Conclusão
O estudo demonstrou que a reverberação excessiva era o principal fator de degradação acústica do ambiente.
A aplicação de tratamento acústico, aliada ao controle de baixas frequências, permitiu adequar o comportamento sonoro do espaço, garantindo melhor inteligibilidade da fala sem necessidade de alterações arquitetônicas significativas.
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